(contos poéticos)
Eu vejo os dias
escorrendo entre os dedos
e me pergunto
neste trinta e cinco anos
porque nada Eu fiz?
Não trilhei a vida
e sim abocanhado por ela
os acontecimentos
foi me rodeando
como um redemoinho de ventos
transformando-se num tufão
De alma enegrecida
corpo esmorecido
e com as mazelas umedecidas
no azeite de oliva
trouxe-me a triste realidade
que a vida se esvai,
como um rio
que deságua no mar
pouco a pouco a cada dia
até não restar
nada, mais!
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2 comentários:
Boa noite! Excelente poema. Aliás, não apenas esse. O blog todo é de muito bom gosto e os textos são ótimos. Por enquanto li somente os últimos posts, como faço sempre na primeira vez que visito um blog. Excelentes mesmo! Depois voltarei para ler mais. Estou dando um ‘passeio geral’ pelos blogs relacionados à literatura, principalmente poesia e prosa. Gostei muito do seu blog. Vou adicioná-lo ao meu blog, bem como favoritá-lo no ‘blogblogs’, para que possa visitá-lo mais vezes. Quando puder, visite também meu blog, no endereço: [ http://poemasdeandreluis.blogspot.com ]. Sinta-se à vontade... a casa é sua,... e, gostando,... por favor, também adicione meu blog e ao seu ‘blogblogs’, ‘techinorati’ etc. Vamos tentar ampliar a rede de intercâmbio artístico-cultural, influenciando-nos e aprendendo mutuamente. Grande abraço!
Parabéns pelo seu poema "Dias" Edson Silva.Nele você abordou sobre a transitoriedade da vida.Os dias que,aos poucos,vão moldando o seu caminho até "não restar nada,mais"e de que a vida se esvai e ficam as boas lembranças,o aprendizado.
abraços
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